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Companhia das Letras
A PASSAGEM DO SÉCULO: 1480-1520
As origens da globalização
#APASSAGEMDOSECULO:1480-1520
Estudo sobre a virada do século XV para o XVI, quando milhares de navegantes, mercadores, espiões, cruzados e fidalgos trilharam o mundo em busca de fortuna e aventura ou com a missão de expandir o reino de Cristo. Quando o vasto Oceano perdeu seus mistérios, uniu mundos, acelerou e intensificou o intercâmbio de povos distantes. "Cumpriu-se o mar", diria mais tarde o poeta Fernando Pessoa.
Apresentação
Caramuru, cuja epopéia é mencionada neste livro, foi um dos milhares de contemporâneos dos descobrimentos marítimos que, no limiar do século XVI, tiveram a coragem de se instalar em terras inóspitas e o mérito de criar pontes entre sociedades que até então tudo separava. Na virada do século XV para o XVI, o vasto Oceano perdeu seus mistérios, uniu mundos, acelerou e intensificou o intercâmbio de povos distantes. "Cumpriu-se o mar", diria mais tarde o poeta Fernando Pessoa.
O que marca a passagem do século XV para o XVI é que aí se situam as origens da globalização. Não ainda a mundialização mercantil que se inicia com a Revolução Industrial, nem a globalização atual das transações financeiras. O que se globaliza na virada do século XV para o XVI é o conhecimento do outro. Pela primeira vez, todos os recantos do mundo são mutuamente revelados. Em menos de cinqüenta anos, ibéricos, orientais, africanos e os recém-"descobertos" astecas e tupis ouvem falar de terras, povos, costumes e religiões de cuja existência nunca suspeitaram.
O apogeu da expansão marítima européia é um momento de descobertas. Cartógrafos rivalizam na feitura de mapas-múndi e atlas, cada qual registrando as últimas novidades planetárias. Plantas como o cacau, a canela, a batata e a cana e animais como perus, cavalos e galinhas são transportados de um continente a outro. Europeus se deslumbram com a literatura de viagens, enquanto seus antípodas japoneses estranham os narigões dos portugueses que desembarcam com a novidade das armas de fogo.
Em busca de fortuna e aventura ou com a nobre missão de expandir o reino de Cristo, milhares de mercadores, espiões, cruzados e fidalgos trilharam o mundo em torno de 1500. Alguns decênios mais tarde, vai se revelar a face cruel do processo de conquista, catequese e colonização das novas terras. Mas, na virada para o século XVI, o que se celebra é essa aventura civilizatória única, de alcance planetário, que levou o mundo a se conhecer.
Ficha Técnica
Título original: PASSAGEM DO SÉCULO: 1480-1520, A
Tradução: Rosa Freire d'Aguiar
Capa: Angelo Venosa
Páginas: 120
Formato: 13.00 X 21.00 cm
Peso: 0.170 kg
Acabamento: Brochura
Lançamento: 15/12/1999
ISBN: 9788571649651
Selo: Companhia das Letras
Série
1580-1600 - O sonho da salvação
Jacqueline Hermann
Jacqueline Hermann estuda o período entre 1580 e 1600 e mostra o início de um tempo marcado por guerras, perseguições, exílios e utopias. É quando surge o sebastianismo, a crença de que o rei d. Sebastião, desaparecido entre os muçulmanos, voltaria um dia para libertar os portugueses. Leia +
1680-1720 - O império deste mundo
Laura de Mello e Souza e Maria Fernanda Baptista Bicalho
Estudando a passagem do século XVII para o XVIII, as autoras mostram como a descoberta do ouro e o perigo de invasões estrangeiras, entre outros fatores, contribuíram para mudar a política imperial portuguesa e secularizar a noção de "império", antes permeada de um ideal messiânico. Leia +
1789-1808 - O império luso-brasileiro e os Brasis
Luiz Carlos Villalta
A passagem do século XVIII para o século XIX no Brasil foi marcada pelas Inconfidências de Minas, Rio de Janeiro e Bahia - e pela transferência da família real lusitana para o país. Foi uma virada que assistiu à possibilidade de fragmentação do território colonial em Brasis e à criação de um império luso-brasileiro sediado na América. Leia +
1890-1914 - No tempo das certezas
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Civilização, progresso, velocidade: o final do século XIX representa o momento triunfal de uma certa modernidade que não podia esperar. Mas esses "tempos modernos" traziam seus limites: veneno e antídoto, a ciência representava, ao mesmo tempo, a utopia e seu calvário. Leia +
O ANO 1000 - Tempo de medo ou de esperança?
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A CORRIDA PARA O SÉCULO XXI - No loop da montanha-russa
Nicolau Sevcenko
A imagem da montanha-russa é usada por Sevcenko para descrever o processo de aceleração tecnológica que marca a transição do século XX para o XXI. Uma aceleração excitante, mas também inconseqüente: vai aumentando as desigualdades entre os grupos e sociedades, multiplicando crises e violências e ameaçando o equilíbrio ambiental. Leia +
A PASSAGEM DO SÉCULO: 1480-1520 - As origens da globalização
Serge Gruzinski
Estudo sobre a virada do século XV para o XVI, quando milhares de navegantes, mercadores, espiões, cruzados e fidalgos trilharam o mundo em busca de fortuna e aventura ou com a missão de expandir o reino de Cristo. Quando o vasto Oceano perdeu seus mistérios, uniu mundos, acelerou e intensificou o intercâmbio de povos distantes. "Cumpriu-se o mar", diria mais tarde o poeta Fernando Pessoa. Leia +
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