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/ À vistaA janela sobre a ditadura brasileira que os documentos norte-americanos nos oferecem continua essencialmente inexplorada, com uma quantidade expressiva de material documental inédito, sobretudo em temas de política doméstica. A partir dos arquivos ianques, este estudo de fôlego nos oferece um acesso privilegiado à realidade contemporânea da ditadura.
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Se é conhecida a influência dos Estados Unidos sobre o golpe de 1964, de que forma a interlocução ocorria ao longo do regime? Sob uma perspectiva privilegiada, os diplomatas ianques tinham acesso livre àqueles que participavam do processo decisório da ditadura brasileira. Isso envolve de empresários a membros da classe política, de intelectuais a jornalistas e ativistas sociais. E, claro, os próprios militares.
\nFelipe Loureiro, por mais de uma década, dedicou-se a analisar documentos diplomáticos do período, entre telegramas, memorandos, relatórios e cartas. Sem desconsiderar as limitações dos arquivos, o historiador revela as entranhas do processo de construção e declínio do período mais longo de exceção política da história brasileira.
\nOlhares ianques reconstrói as contradições, complexidades e incertezas vivenciadas por atores centrais do regime. Ao passo que joga luz a informações inéditas, Loureiro nos alerta para a profusão de informações que ainda segue intocada: "Em meio a tantos trechos cobertos por frias tarjas pretas, persiste a sensação de que a ditadura se projetava continuamente sobre a atmosfera da redemocratização, como um sujeito oculto -- invisível, mas palpável."