A guerra é parte da trajetória humana, mas quando ela é justa? Por que ela ocorre? Dos primeiros sinais de violência intergrupal no Paleolítico até os drones do século XXI, João Paulo Charleaux nos conduz pela história dos conflitos armados, propondo uma reflexão sobre suas causas, os dilemas que suscitam e as tentativas de mitigar seus efeitos.
A partir de exemplos históricos e da análise de casos concretos, entremeados com relatos pessoais de coberturas jornalísticas feitas pelo autor, este livro explica por que nem tudo é permitido nos campos de batalha. Se códigos cavaleirescos regiam o comportamento de samurais e guerreiros medievais, foi apenas no século XIX, com a Primeira Convenção de Genebra, que passamos a adotar regras jurídicas universais.
Revisitando os principais marcos de um percurso em constante evolução e apresentando os personagens fascinantes que os protagonizam, Charleaux oferece uma obra multidisciplinar, que abre novas possibilidades de entender e questionar aspectos éticos e morais de uma guerra e os parâmetros legais do mundo atual. Entre os diversos temas abordados, mostra como as diferentes religiões ora condenaram, ora encorajaram abusos. Comenta a ausência de um código específico de proteção aos civis na Segunda Guerra e as dificuldades para impedir o Holocausto. Expõe episódios de crimes de guerra e discute responsabilização e impunidade. Por fim, antecipa os desafios de um futuro em que será difícil individualizar a responsabilidade por crimes cometidos por máquinas autônomas e robôs assassinos.