O fio e os rastros, por Diogo Bercito
Diogo Bercito compartilha suas pesquisas e o contato com a natureza que marca "A solidão das aranhas".
Durante o dia, a Companhia das Letras irá "esquecer" alguns livros por São Paulo. A ideia é comemorar o Dia dos Namorados espalhando a poesia de Hilda Hilst pela cidade. Os livros estarão em praças, pontos de ônibus, metrôs, entre outros lugares de grande circulação.
O livro escolhido foi De amor tenho vivido, uma coletânea com 50 poemas de Hilda. Saiba mais:
Do primeiro livro de poesia, Presságio, de 1950, até o último, Cantares do sem nome e de partidas, de 1995, o amor atravessa toda a produção poética de Hilda Hilst. Em constante diálogo com a tradição de odes, trovas e cantares, os poemas tematizam o amor em suas múltiplas formas: a entrega ao amado, o desejo ardente, a expectativa pelo encontro, o medo da despedida.
Com vasto repertório de imagens, Hilda cria um universo admirável composto por terra, árvores, cascas, frutas, raízes, plantas, flores. “Deitamos a semente/ E ficamos à espera de um verão”, escreve. Os pássaros também pousam com frequência nos versos, com suas asas que nem sempre simbolizam a liberdade: há asas de fogo, de espanto, mas há também asas de ferro, asas arrancadas. Há, sobretudo, a vontade urgente de ser lida, compreendida, olhada outra vez: “Me fizeram de pedra/ quando eu queria/ ser feita de amor”.

Convidamos Camila Pitanga para interpretar um dos poemas presente no livro. O resultado, cheio de sensibilidade, você confere abaixo:
Se você encontrar um dos livros que espalhamos, não se esqueça de compartilhar no Instagram através da #LeiaHilda e marcar o nosso perfil @CompanhiaDasLetras. Queremos ver a poesia de Hilda se espalhar e vamos adorar saber que nossos livros encontraram uma boa companhia para passar o dia de hoje!
Declare seu amor com livros. Declare seu amor com Hilda.
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