O fio e os rastros, por Diogo Bercito
Diogo Bercito compartilha suas pesquisas e o contato com a natureza que marca "A solidão das aranhas".
Entrevistamos o escritor gaúcho Paulo Scott, que acaba de lançar o romance Marrom e Amarelo, publicado pela Alfaguara. A trama é protagonizada por Federico, que nasceu no subúrbio de Porto Alegre e, agora, já na casa dos cinquenta, é convidado pelo governo para participar da comissão que vai debater a política de cotas para acesso às universidades públicas. Filho de pai preto, Federico tem pele clara, enquanto seu irmão, Lourenço, tem pele retinta. A partir daí, seja na militância política, nos enfrentamentos familiares e mesmo nas memórias, reflexões e embates na capital gaúcha ou em Brasília, Marrom e Amarelo é um livro que trata de racismo no contexto de uma família mestiça e das burocracias e contrastes do Brasil atual. Este é o quinto romance de Scott, autor de Voláteis, Habitante irreal, Ithaca Road e O ano que vivi de literatura. Já publicou contos e tem um intenso trabalho na poesia, como Mesmo sem dinheiro comprei um esqueite novo, vencedor do prêmio APCA de 2014.
Na conversa, o autor fala da imersão na história de Marrom e Amarelo, dos traços autobiográficos na trama, da potência política e social do romance e da própria carreira de escritor – bastante produtiva e com variação entre os gêneros.
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Apresentação: Mariana Figueiredo
Roteiro e entrevista: Paulo Júnior
Edição: Central 3
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