Um ano sem celular nas escolas: o que mudou?
Conversamos com educadores para descobrir na prática como a lei nº 15.100/2025 mudou a realidade das escolas
Por Gabi Tonelli
Todo ano a equipe da Companhia das Letrinhas vai para a Flipinha acompanhar de perto tudo o que acontece por lá. O resultado disso é um diário para os leitores do blog, e você já pode ler o primeiro post da nossa edição de 2018.
Este ano, a 16ª edição da Flip homenageia a autora Hilda Hilst, e a Flipinha, a programação especialmente voltada para a literatura infantojuvenil, começou mais cedo, no início da tarde de quarta-feira, antes mesmo da abertura oficial do evento. Durante toda a Flip, a Central Flipinha será palco de oficinas e bate-papos com autores infanto-juvenis.

A roda de conversa “Palavra é água”, mediada por Sandra Medrano, foi o primeiro evento da programação oficial da Flipinha de 2018. Os participantes foram a autora e pesquisadora de literatura infantil Selma Maria Kuasne e Thiago Cascabulho, autor e fundador do Projeto Douradinho. E se o tema foi a água, a proposta da conversa foi justamente convidar adultos e crianças a refletir sobre como a literatura é tão fluida quanto ela. Afinal, não seria a literatura um transbordar de palavras em poesia e história, assim como os rios transbordam em épocas de cheia, trazendo fartura para os povos?

O primeiro bate-papo não foi apenas um momento de reflexão, mas também de muitas brincadeiras com as palavras. A interação com as crianças da plateia incluiu leituras de poemas e contação de histórias – com a presença marcante também dos pais e frequentadores da Praça da Matriz. Até uma experiência científica aconteceu! Com um jarro grande de água, uma pedra vulcânica e a ajuda de Thiago, Selma provou que nem todas as pedras afundam na água e emendou: “Como a gente não aprende na escola que pedras também podem flutuar?”. Dessa forma mostrou que podemos nadar contra a maré, como muitos artistas precisam fazer às vezes (incluindo a homenageada Hilda Hilst).
Assim começou a Flipinha: um “nascedouro” de palavras, poesia, reflexões e brincadeiras prontas para transbordar sobre todos durante esses quatro dias de festa.
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Cada coordenador pedagógico e professor tem seu próprio processo para desenhar o percurso das leituras. Mas há alguns fatores que precisam ser levados em conta