A adoção não dá conta de tudo. E é preciso falar sobre isso
Entre o sangue e o sobrenome, entre os pais escolhidos e a origem biológica, há perguntas, expectativas e o desejo de construir a própria identidade. Vamos falar sobre isso com as crianças?
Ilustração Jordi Sempere no livro Eu sou uma noz
A pedagoga e premiada autora Michelle Borba publicou, no ano passado, um livro cujo tema é justamente empatia. Em sua nova obra -ela tem dezenas delas sobre temas relacionados à autoestima e educação-, escreve sobre o tema apresentando inclusive pesquisas que mostram a empatia como promotora de bem-estar e saúde nos pequenos que têm essa habilidade desenvolvida. Todos nascemos capazes de cuidar e de nos preocupar com os outros. Boa parte dessas habilidades serão desenvolvidas ao longo da vida, especialmente durante a infância. Mas já é possível identificar nos bebês -quando choram porque outro nenê está chorando, por exemplo- sentimentos precursores da empatia. Muitas habilidades são aprendidas a partir do exemplo, da relação do adulto cuidador com a criança, das oportunidades de observar o outro, dos limites e conversas estabelecidos pelos pais. Empatia não foge à regra. Exemplo, limite e relação com pessoas diversas de si desde pequeno são bons caminhos para ajudar os pequenos a serem empáticos. A literatura pode ajudar muito nesse processo. De acordo com um estudo das universidades de Hashemite, na Jordânia, e de Chicago, nos Estados Unidos, a leitura frequente para crianças foi capaz de aumentar a preocupação empática e a generosidade entre as crianças ouvintes do projeto literário observado na pesquisa.
Ilustração de Carolina Rabei em Nhac!
Segundo outro levantamento, adultos leitores de ficção são mais empáticos que aqueles que preferem outros tipos de leitura. O Blog da Brinque selecionou três livros do catálogo das editoras Brinque-Book e Escarlate que podem render boas conversas, inspirações e reflexões sobre esse tema. O que as crianças sentem quando conhecem outras crianças diferentes? Como falar de temas delicados e apresentar aos pequenos realidades diferentes e meios de se relacionar com elas? O que é ser empático, afinal? Eis aqui uma seleção de títulos que pode ajudar a ampliar a sensibilidade e a compreensão desses temas.
1) Eu sou uma noz! ///
2) Nhac!///
3) Uma família é uma família é uma família...
Entre o sangue e o sobrenome, entre os pais escolhidos e a origem biológica, há perguntas, expectativas e o desejo de construir a própria identidade. Vamos falar sobre isso com as crianças?
A jornalista Adriana Carranca, autora de Malala – A menina que queria ir para a escola, e a ilustradora Isabela Santos falam sobre adoção, família, vínculos e ancestralidade a partir do novo livro Onde Está a Mamãe?
É hora de começar a se preparar para a volta das aulas! Veja uma lista de livros que fazem sentir esse gostinho de escola: