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#COSMOS
Narrativa penumbrosa e divertida, entre existencialista e detetivesca, Cosmos explora as arbitrariedades da linguagem, o nonsense da vida humana e a busca por ordem e sentido em meio ao caos da vida psíquica.
Apresentação
Quem cometeu o crime mais esquisito da história da literatura detetivesca, presente logo nas primeiras páginas de Cosmos, a última história de Witold Gombrowicz? Terá sido um dos membros daquela família extravagante que acolhe o narrador na pensão de província durante suas férias? O pater familias, com seus hilariantes acessos histéricos à mesa? A mãe gordinha e repressora? A bela e silente Lena, filha do casal, tresandando uma sufocada sensualidade? A empregada de lábios reptilianos? Fuks, o repelente escudeiro do narrador?
As pistas para a resolução do enigma ao mesmo tempo macabro e burlesco talvez estejam naquelas manchas e riscos no teto da sala de jantar e do quarto que parecem formar constelações de significados, do mesmo jeito que as estrelas no céu compõem as figuras clássicas da astronomia antiga. Pelo menos é isso que o narrador se esforça para ver ali, em sua ânsia por ordem e significado em meio a um mundo louco que lhe parece perigosamente à deriva.
O culpado pode ser qualquer um, ou nenhum, dos excêntricos personagens que se movem em meio à neblina onírica de Cosmos. Talvez o dedo detetivesco do narrador aponte para si mesmo. Ou, hipótese ainda mais eletrizante, para o próprio leitor. Quem se aventura?

"Um dos livros mais profundos dos tempos modernos." - John Updike
Ficha Técnica
Título original: Kosmos
Tradução: Tomasz Barcinski e Carlos Alexandre Sá
Páginas: 192
Formato: 14.00 X 21.00 cm
Peso: 0.248 kg
Acabamento: Livro brochura
Lançamento: 21/08/2007
ISBN: 9788535910797
Selo: Companhia das Letras
Autor
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