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OS REIS TAUMATURGOS (2ª EDIÇÃO)

O caráter sobrenatural do poder régio França e Inglaterra

Marc Bloch
Tradução: Júlia Mainardi

R$ 109,90

/ À vista
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Apresentação

Analisando a crença, bem difundida na Europa durante mais de meio milênio, de que os reis tinham o poder miraculoso de curar através do toque, esta obra clássica inaugurou uma nova maneira de pensar a história.

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Ficha Técnica

Título original: Les rois thaumaturges Páginas: 536 Formato: 16.00 X 23.00 cm Peso: 0.798 kg Acabamento: Livro brochura Lançamento: 10/09/2018
ISBN: 978-85-3593-055-9 Selo: Companhia das Letras Ilustração:

SOBRE O LIVRO

Analisando a crença, bem difundida na Europa durante mais de meio milênio, de que os reis tinham o poder miraculoso de curar através do toque, esta obra clássica inaugurou uma nova maneira de pensar a história.

Analisando a crença, bem difundida na Europa durante mais de meio milênio, de que os reis tinham o poder miraculoso de curar através do toque, esta obra clássica inaugurou uma nova maneira de pensar a história. Ao ser lançado, em 1924, Os reis taumaturgos abriu perspectivas novas para a história, sendo uma das primeiras obras do que hoje se conhece como a Escola dos Annales, o movimento historiográfico mais bem-sucedido de nosso século. O autor, Marc Bloch, um jovem professor em Estrasburgo - e que dali a vinte anos seria fuzilado pelos nazistas -, dispunha-se, em suas palavras, a fazer história com matéria até então tida por mera anedota. No caso, algo que se costumava relegar ao elenco das curiosidades ou superstições: a crença, bem difundida na Europa durante mais de meio milênio, de que os reis de França e Inglaterra tinham o poder miraculoso de curar, com seu toque, uma afecção da pele, as escrófulas. Do século XII até o XVIII, mas sobretudo no tempo de Luís XIV - isto é, em pleno século do racionalismo -, essa fé no "milagre do rei" tinha sido determinante na concepção da realeza.
Assim, Bloch propõe que, para estudar as monarquias medievais e do Antigo Regime, não bastam os tratados sobre o bom governo, nem as teorias do direito divino e do absolutismo, mas se deve considerar também aquilo que a modernidade desprezou como mera crença ou fábula. O historiador deve valer-se de outras ciências humanas, como a psicologia, para sair do jogo entre os objetos tradicionalmente ditos sérios, as instituições e teorias, introduzindo como fator estratégico as crenças, que afinal de contas são o que responde pelo sucesso dos poderes e doutrinas no plano da recepção, isto é, em política, no plano da obediência.
Com Os reis taumaturgos nasce, então, a história das mentalidades, mas também um novo modo de pensar a história política: se um poder não depende só das razões que dá para se justificar, mas igualmente das dimensões mais obscuras, quase míticas, em que adquire obediência e apoio, o exame das crenças passadas constitui uma via privilegiada para compreender a realeza, nos tempos em que ela frequentava o sagrado. Renato Janine Ribeiro

Sobre o autor