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1922

A semana que não terminou

Marcos Augusto Gonçalves

R$ 72,90

/ À vista

Apresentação

Noventa anos depois da Semana de Arte Moderna de 1922, Marcos Augusto Gonçalves faz uma crônica saborosa e esclarecedora das etapas que culminaram no prestigiado evento. O jornalista nos mostra como Di Cavalcanti, Mário e Oswald de Andrade, entre outros artistas e representantes da elite paulistana, armaram no Teatro Municipal de São Paulo o festival de arte que, com o passar dos anos, transformou-se numa espécie de mito sobre a fundação da cultura moderna no Brasil.

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Ficha Técnica

Título original: 1922 Páginas: 376 Formato: 13.20 X 20.50 cm Peso: 0.424 kg Acabamento: Livro brochura Lançamento: 03/02/2012
ISBN: 978-85-3592-028-4 Selo: Companhia das Letras Ilustração:

SOBRE O LIVRO

Noventa anos depois da Semana de Arte Moderna de 1922, Marcos Augusto Gonçalves faz uma crônica saborosa e esclarecedora das etapas que culminaram no prestigiado evento. O jornalista nos mostra como Di Cavalcanti, Mário e Oswald de Andrade, entre outros artistas e representantes da elite paulistana, armaram no Teatro Municipal de São Paulo o festival de arte que, com o passar dos anos, transformou-se numa espécie de mito sobre a fundação da cultura moderna no Brasil.

Numa narrativa fluente, elegante e crítica, que mescla linguagem jornalística e relato histórico, o jornalista Marcos Augusto Gonçalves dá vida aos personagens e descreve as famosas jornadas que animaram o Teatro Municipal nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922, durante o festival que ficou conhecido como Semana de Arte Moderna. Ao mesmo tempo em que reconstitui passo a passo o evento, o autor despe o episódio de mitos que o foram cercando ao longo do tempo: desde certas fantasias triunfalistas associadas a uma espécie de superioridade paulista na formação da cultura moderna brasileira, até as versões que, ao contrário, insistem em diminuir a importância histórica dos festivais encenados pelos rapazes modernistas e patrocinados pela elite econômica da emergente Pauliceia.
Nesse sentido, o livro incorpora críticas que têm sido feitas, desde a década de 1980, a algumas "verdades" consagradas pela historiografia e pelo senso comum. Como a ideia de que a arte e a literatura dos anos que antecederam a Semana seriam apenas acadêmicas ou passadistas, resumindo-se, quando muito, a manifestações de caráter pré-modernista.
O autor procura reavaliar a participação do Rio de Janeiro naqueles anos de formação da modernidade artística, e inscreve os jovens personagens de 1922 numa rede de relações pessoais ampla e complexa - na qual trafegam oligarcas, playboys, mecenas, mulheres fatais, imortais da Academia e poetas "passadistas".
Com base em ampla pesquisa, extensa bibliografia e entrevistas com especialistas, o livro - que também traz fotos e reproduções - é acessível ao leitor que se inicia no assunto, mas não deixará de despertar o interesse do meio acadêmico.
O título, como explica o autor, surgiu num chiste: "É uma paródia, uma espécie de blague quase oswaldiana a partir dos títulos de dois brilhantes best-sellers escritos pelos jornalistas Zuenir Ventura e Laurentino Gomes. Espero que me perdoem".

Sobre o autor