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Apresentação

Um livro essencial sobre a escritora, musa antropofágica, ativista cultural e militante política Patrícia Galvão, a Pagu, figura de proa da vanguarda modernista no Brasil.

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Ficha Técnica

Título original: Pagu Páginas: 472 Formato: 15.70 X 22.50 cm Peso: 0.699 kg Acabamento: Livro brochura Lançamento: 06/10/2014
ISBN: 978-85-3592-485-5 Selo: Companhia das Letras Ilustração:

SOBRE O LIVRO

Um livro essencial sobre a escritora, musa antropofágica, ativista cultural e militante política Patrícia Galvão, a Pagu, figura de proa da vanguarda modernista no Brasil.

Em 1982, quando Pagu: vida-obra foi lançado pela editora Brasiliense, quase nada se sabia sobre essa importante personagem do modernismo no Brasil. Além das fotografias que documentavam sua estonteante beleza e da aura de escândalo proporcionada pela participação na ruidosa "segunda dentição" do movimento antropofágico (amplificada por seu tumultuado relacionamento com Oswald de Andrade), pouca coisa restava de Pagu. Seus artigos na imprensa estavam dispersos em jornais extintos; seus livros, ainda inéditos ou já esgotados; a história de sua militância política, apagada. No entanto, o poeta e estudioso da história do modernismo Augusto de Campos surpreendeu os meios literários ao realizar nesta antologia sui generis o mais completo e ambicioso resgate da produção artística, literária e jornalística da autora de Parque industrial. Desde seu lançamento uma referência incontornável sobre Pagu, e há muito esgotado, o livro ressurge em edição revista e ampliada, que inclui novos textos, dezenas de ilustrações e fotografias. Este "biolivro", como o define Campos, abarca os momentos mais importantes da trajetória de Patrícia, uma vida-obra repleta de acontecimentos e trabalhos memoráveis. O alistamento nas fileiras da vanguarda modernista, o curto casamento com Oswald, a viagem ao redor do mundo em 1933, a militância comunista e os anos de cadeia servem de prólogo à segunda parte da vida-obra de Pagu, a partir dos anos 1940, marcada por uma intensa colaboração com jornais e pela atuação teatral, sempre em prol das vanguardas. O retrato multifacetado da figura que emerge deste roteiro biobibliográfico permite incluí-la em pé de igualdade numa seleta galeria de mulheres do alto modernismo mundial.