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/ À vistaProeminente autora da literatura alemã contemporânea, Jenny Erpenbeck entrelaça a história de um relacionamento abusivo entre um homem de meia-idade e uma jovem de dezenove anos com a convulsão da sociedade alemã à época da queda do muro de Berlim num romance complexo e profundo.
Kairós é o deus grego do momento oportuno, do instante certo, da ocasião ideal. Na Berlim Oriental, em 11 de julho de 1986, Katharina e Hans se encontram por acaso e, a partir daí, se envolvem e passam os próximos anos juntos. Ela tem dezenove anos e vive com os pais. Ele, cinquenta e três, é casado e pai. Na presença de Hans, Katharina pede café sem açúcar para parecer mais séria. Entre outros medos e travas de um homem de meia-idade, Hans tem receio de parecer um velho aos olhos da jovem amante. Sua relação com Katharina será marcada pelo abuso: ciúme, manipulação, violência, obsessão e ódio. E então o muro que divide a cidade cai e o mundo não será mais o mesmo.
Nesse livro extraordinário, Jenny Erpenbeck constrói uma combinação engenhosa de situações que nos levam às profundezas inóspitas de uma relação amorosa abusiva e as entrelaça e elabora de modo a nos conduzir também às profundezas de uma sociedade -- a da Alemanha Oriental -- em vias de se desintegrar. Com a elegância estilística e a sofisticação conceitual que a tornaram uma das principais vozes da literatura alemã, escreve uma verdadeira obra-prima do romance contemporâneo.
"Em prosa luminosa, Jenny Erpenbeck expõe a complexidade do relacionamento entre uma jovem estudante e um escritor bem mais velho. O egocentrismo dos amantes, sua descida a um vórtice destrutivo, permanecem conectados à história mais ampla da Alemanha Oriental. O que torna Kairós tão incomum é que ele é ao mesmo tempo belo e desconfortável, pessoal e político." -- Eleanor Wachtel, presidente do júri do International Booker Prize 2024
"Kairós é a apoteose do esforço de fundir o pessoal e o político. Dois amantes vivenciam e, às vezes, parecem encarnar a realidade política da Alemanha Oriental do fim do sonho comunista." -- The Guardian