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/ À vistaA partir da obra de grandes pintores do século XVII, como Rembrandt e Vermeer, o ganhador do Pulitzer e autor de Clarice, uma biografia coloca em cena questões fundamentais da história da arte: por que criamos, o que é a beleza, o que significa ser um artista?
Aos 25 anos, Benjamin Moser se mudou para a Holanda. Um novo país, uma língua que não dominava, um cenário diferente, de luzes, sombras e canais, em cidades como Haarlem, Delft e Amsterdã. Nos intervalos de uma vida recomeçada, passou a visitar os grandes museus do país, primeiro por curiosidade -- depois com devoção.
Diante das telas da chamada Idade de Ouro holandesa, o autor de Sontag encontrou não apenas a herança de um esplendor artístico, mas um espelho de suas próprias inquietações. Em meio a nomes imensos como Rembrandt, Vermeer e Hals e outros que o tempo quase apagou, Moser descobriu um universo de artistas extraordinários.
O que começou como fascínio logo se tornou uma forma de pensar o mundo. Por que fazemos arte, e por que precisamos dela? O que significa ter talento, e como podemos desenvolvê-lo se não o possuímos? Um artista pode se contentar em seguir os passos de outros, ou deve aspirar à originalidade? Qual é o dever do artista com a sociedade e consigo mesmo?
Escrito com rara elegância e sensibilidade, além de ricamente ilustrado, O mundo de ponta-cabeça é um guia essencial sobre arte holandesa e uma exploração apaixonada de um dos momentos mais esplendorosos da história da arte e da humanidade.